HISTÓRIA DA ANIMAÇÃO

ANIMAÇÃO BRASILEIRA

Em cada coluna tinha uma figura da deusa em posições progressivas. Quando passava-se de carruagem, tinham a ilusão da imagem da deusa se movendo. Em 1917, foi criado por Álvaro Marins o curta “O Kaiser”, o qual foi considerado como primeiro filme brasileiro, contudo seu registro foi perdido no tempo, restando apenas um fotograma.

Fotograma da animação O Kaiser

(Créditos: Diário de Uberlandia)

Contudo, em 2015, oito grandes animadores brasileiros se juntaram para refazer o filme, juntando diversas técnicas de animação. Os animadores responsáveis por recriar essa animação são Marcelo Marão (animação 2D tradicional), Zé Brandão (animação vetorial), Pedro Iuá (stop motion),  Stil (animação em papel sulfite), Rosana Urbes (metalinguagem 2D), Diego Akel (pixilation e pintura no tempo), Marcos Magalhães (animação em película) e Fabio Yamaji (light painting).

Reanimando O Kaiser – Animação Coletiva

(Créditos: Canal Youtube IDEOgraph)

Em 1939, o cartunista Luiz Sá, realizou sozinho a animação “As Aventuras de Virgulino”. Sua obra foi inspirada em personagens como Mickey Mouse e Gato Felix, e pretendia apresentar a Walt Disney, contudo foi impedido devido às legislações do governo da época. Impedido de mostrar seu filme, Luiz Sá vendeu seu filme como sucata, o qual  foi picado em pedaços, contudo um minuto de sua animação foi recuperada.

Frames da animação As Aventuras de Virgulino

(Créditos: Youtube)

O longa-metragem “Sinfonia Amazônica” foi animado inteiramente por Anélio Latini Filho, em 1953. Demorou seis anos para concluir seu trabalho, já que foi feito somente por ele.

Frames da animação Sinfonia Amazônica

(Créditos: Youtube)

Entre os anos de 1960 e 2000, tinham as animações incríveis para  propagandas da Sharp, feita pelo estúdio de Walbercy Ribas, além do grande produtor de animação Maurício de Sousa, que realizou diversos longas-metragens brasileiros, sendo em sua maioria da famosa “Turma da Mônica”.

Frame da animação Turma da Mônica

(Créditos: Youtube Turma da Mônica)

Uma das grandes criações que elevou a animação brasileira foi o “Anima Mundi” em 1993. Um festival internacional de animação brasileira, o qual possibilitou o encontro de várias gerações de animadores e a divulgação da animação brasileiro para o mundo. Foi com o Anima Mundi que a animação começou a ser tratada com importância, e com as leis de incentivo à produção audiovisual, fizeram o Anima Mundi ganhar duas vezes seguidas como maior festival de animação do mundo, com os longas-metragens, “História de amor e fúria”(2013) e “O menino e o mundo”(2014). Além disso, em 2016  “O menino e o mundo” foi indicado ao Oscar na categoria de melhor animação.

O programa de incentivo “Anima TV”, trouxe estímulo cultural e financeiro para criação de séries originais brasileiras, e graças a união de diversos profissionais da área de animação, hoje temos animações e estúdios que fazer projetos nacionais e internacionais como, “Irmão do Jorel”, “Tromba Trem” e “Acorda Carlo!” do Copa Studio, “Any Malu Show” e  “Super Drags” do Combo Studio, “O Menino Maluquinho”, “Clube da Anitinha” e “Oswaldo” do Studio Birdo, entre outras produções e estúdios nacionais.

Frame da animação Irmão do Jorel

(Créditos: HBO MAX)

Frame da animação Oswaldo

(Créditos: HBO MAX)

Com o passar dos anos os processos de animação foram se modificando, e com a evolução da tecnologia, a animação se tornou digital, hoje a animação 2D utiliza um método chamado  “Cutout”, que se trata de ter os personagens separados em peças, o qual é manipulado na animação, esse personagem manipulável é chamado de RIG. Com essa técnica é possível ter banco de peças que podem ser reutilizadas, evitando o retrabalho de desenhar, contudo, muitos projeto misturando animação full(animação feita frame a frame), com animação cutout, possibilitando animações dinâmicas, divertidas e um custo de produção menor se comparada aos métodos antigos.